Publicidade no Brasil: reinventando-se sempre

 Prêmios, talento, criatividade, altos salários e muitas madrugadas trabalhando duro. Essas são características comumente associadas à Publicidade Brasileira.

Mas algo sempre me impressionou na Publicidade no Brasil: nossos profissionais aceitam pagar um alto preço pelo sucesso, muitas vezes relegando a vida pessoal e familiar a um segundo plano.

Na FOR, estamos alinhados com as mais novas tendências de gestão e acreditamos que só é possível ser produtivo com excelência, eficiência e, principalmente, criatividade, se a qualidade de vida for respeitada.

É claro que existem ocasiões em que será necessário passar uma noite a mais trabalhando, mas isso deve ser encarado como exceção e, se tudo for bem planejado, pode ser evitado ao máximo.

Mas, para chegar neste ponto de superação e reconhecimento, a Publicidade no Brasil construiu seu caminho.

Como tudo começou?

A Publicidade no Brasil tem uma história de sucesso que todos conhecemos e valorizamos.

Mas seria interessante analisar como foi sua evolução, desde o famoso pôster do Rhum Creosotado* colado nos bondes aos Leões de Titânio em Cannes.

  • Início do século XIX: crescimento econômico e necessidade de divulgar novos negócios.

  • Na mesma época, surgem os primeiros anúncios em jornais: venda de escravos e imóveis.

  • 1821: o Diário do Rio de Janeiro é o primeiro jornal a sobreviver de anúncios.

  • Início do século XX: melhoria do parque gráfico, anúncios coloridos e com ilustrações.

  • 1914: primeiras agências: Eclética, Pettinati, Edanée.

  • Década de 1920: chegada de multinacionais americanas no Brasil. Começam as grandes campanhas, a Bayer foi pioneira.

  • 1929: superando a crise, a Publicidade no Brasil invade cinemas e rádios, surgindo os primeiros “jingles”.

  • 1931: 60% das verbas de publicidade vão para o rádio.

  • 1945: a guerra traz crise ao setor, que só se recupera após o final dela.

  • 1950: o pós-guerra consolida a sociedade de consumo e a televisão traz um novo desafio que a Publicidade no Brasil encara com sofisticação e talento.

  • 70 e 80: fase áurea da publicidade brasileira.

  • Século XXI: nossa publicidade consolida sua criatividade mantendo-se sempre entre as 4 mais premiadas.

 

O que vem agora?

É neste ponto que devemos colocar nossa atenção. E se você ainda busca resposta para esta pergunta, desculpe-me a extrema sinceridade, mas você está atrasado.

Sim, pois a pergunta correta não é o que nos espera, mas o que está acontecendo agora.

E as mudanças são muitas, envolvendo o comportamento do consumidor, o desenvolvimento de produtos, a interação com as marcas, os canais de varejo e distribuição e, principalmente, o modelo do negócio na Publicidade no Brasil.

Talvez a maioria de nós esteja familiarizado com palavras como mídias sociais, mobile marketing. Mas será que compreendemos plenamente o que isso significa para a Publicidade no Brasil?

Significa que é preciso repensar a maneira de agências e clientes se relacionarem, buscando adentrar neste mundo muito mais conectado e interativo da forma correta, isto é: com conteúdo, relevância e criatividade.

Mudanças à vista

Novas formas de remuneração devem ser criadas e testadas. Um passo bastante delicado precisa ser dado nesse sentido, afinal, não é fácil mexer naquilo a que todos os interessados estão costumados e, muitos deles, até satisfeitos.

Mas, mais uma vez, eu aposto na Publicidade Brasileira. Vamos encontrar o caminho, com criatividade e competência. Uns antes, e outros seguirão os pioneiros.

Nós já estamos preparados. Pode contar com a gente.

fred

Posts relacionados
“It was the best of times, it was the worst of times…” Le conte de Deux cités, Charles Dickens.
Marketing Brasileiro: tem um jeitinho certo de fazer
Investir no Brasil, oportunidade e desafio.
O Brasil está na moda

Deixe seu comentário

Seu Nome*
Seu Site

Seu Comentário*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>